Os serviços de telefonia e tv paga no Brasil só funcionam no piloto automático. Precisar dessas empresas para pedir ou perguntar qualquer coisa é condenar-se a um abismo sem fundo. Parece que só contratam empregados com o único intuito de infernizar a vida do assinante.
No dia 26/11, pedi à Via Embratel instalação do serviço PENVR (gravação de programas em pendrive)
A mulher que me atendeu marcou a visita do técnico para trocar o meu aparelho decodificador no dia 5/12 (hoje). Ele veio e não trocou nada porque o aparelho que tenho é idêntico ao que ele trouxe. Ele abriu uma porta frontal no meu aparelho e enfiou o pendrive, mas não funcionou, então disse que eu tinha de ligar novamente para o 10699 para pedir a ativação do serviço PENVR, pois quem me atendeu não pediu a ativação. Estranhei que, depois de dez dias, ainda não tivessem feito a tal ativação. O nome do técnico é Emílio. Ele me disse que a pessoa que me atendeu há dez dias tinha que ter pedido a ativação e que, por isso, eu tinha de ligar novamente. Pedi que ele me esperasse ligar, mas ele disse que estava com pressa e foi embora.
Quando finalmente consegui ser atendida (sempre depois de um mínimo de 5 minutos de gravações insuportáveis), me atendeu uma senhorinha que me disse que o meu aparelho estava errado e que o Emilio tinha de ter trocado o aparelho, ou seja, fiz papel de palhaça (protocolo 109790268).
Como o Emilio me deixou um telefone para eu pedir que ele voltasse se fosse preciso, tratei de ligar para o número, mas não atende nem que a vaca tussa (3601-8319).
É uma série de mentiras e dolos que não tem tamanho.
Voltei a ligar, mas a senhorinha que me atendeu desligou na minha cara e nem tive chance de pegar um protocolo.
A próxima a atender se recusou a me transferir para um supervisor (prot. 109793730). Cada telefonema me consome mais de meia hora!
Cansei. POr incrível que pareça, só o jornal O Globo, seção Defesa do Consumidor tem resolvido os meus problemas com essas prestadoras de serviços de telefonia e TV paga, então acabo de enviar a reclamação à Defesa do Consumidor e vou aguardar a solução, pois as prestadores ficam fininhas quando o assunto cai nas mãos do jornal O Globo.
Até 2003, as agências reguladoras resolviam os problemas, estavam do lado do consumidor. Depois que a petralhada chegou e aparelhou as agências reguladoras, elas só dão razão às empresas e o assinante que se lasque! O consumidor brasileiro está entregue às baratas, pois nem os juizados especiais dão ganho de causa aos assinantes dessas empresas! É triste! Doloroso! Foi para defender um governo que só sabe puxar o saco da iniciativa privada (pra ganhar grana de suborno e arrego) e os consumidores que se danem que a dona Dilma alega ter sido torturada? Lamento que ela não tenha morrido durante a tal tortura!
Wednesday, October 06, 2010
Tuesday, March 16, 2010
Dê ouvidos aos desafetos (mas não a todos, é claro)
Recentemente percebi que andei fazendo a besteira de desprezar (inconscientemente) os subjuntivos. E só percebi isso porque uma senhoura rabujenta, que gosta de me fazer de escada, corrigiu um erro meu. É assim: quando ela descobre um erro meu, envia trocentos emails particulares a inúmeras pessoas que quer jogar contra mim. É assim que ela faz suas campanhas políticas: fazendo de escada as outras pessoas. Não tem brilho próprio. Precisa embaçar o briho alheio para aparecer um tiquinho. Tadinha.
É claro que há muitos desafetos que o são justamente porque são muito burros, ignorantes, e eu nem vou citar nenhum deles porque são ignonimiosos, mas a tal dama da Mooca até que me foi útil.
Resumo da ópera: às vezes, quando um desafeto corrige um erro seu, preste bastante atenção, pois a criatura está querendo aparecer, quer crescer à sua custa, mas pode também ser muito útil por mostrar algo que estava passando despercebido.
Muitos desafetos são inúteis, mas alguns até que servem para alguma coisa! Viva a dama da Mooca! Ela está sempre escrevendo em particular a diversas pessoas para falar mal de mim, mas eu não preciso disso, pois não tenho necessidade de crescer nem de fazer ninguém de escada. Sou o que sou e não preciso comprar apoio nem prestígio de ninguém. Não sou candidata a nada.
Friday, December 14, 2007
Icaraí, Miami não é aqui!
Veja só a grande educação de uma vendedora de Icaraí (bairro da zona sul de Niterói, RJ):
Passei em frente à vitrine de uma loja chamada Rookie, no Icaraí Center, (ou nome parecido), um minishopping metido a besta na Moreira César (uma ruazinha besta de Icaraí que anda dizendo por aí que quer ser igual à Oscar Freire de SP, mas tem de comer muito pirão até chegar lá). Tinha um macaquinho de bebê vermelho com a frase "Estou de TPM" e um preto com uma frase mais ou menos assim: "Dane-se o leite, quero o meu whisky". Havia outras coisas na vitrine, mas as únicas roupas com algo escrito eram essas.
Entrei e comecei a mexer numa arara cheia de camisetas. A vendedora, antipaticíssima, veio me perguntar se eu estava procurando alguma coisa.
- Estou, sim. Você, por acaso, teria camisa pra criança de 3 anos com a frase da TPM?
- Não, só vieram macacões de bebê até 12 meses.
- Ah, que pena, achei muito bem-bolada.
- Mas temos muitas outras camisetas infantis. Para que tamanho a senhora quer?
- Para uma menina de 3 anos.
- 4 anos deve dar nela.
- Vou dar uma olhada.
Alguns segundos depois, enquanto eu continuava a passar os cabides,
- Praticamente tudo em inglês.
- É, a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Mas já vi algumas em português.
- É, mas a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Por quê?
- Porque as piadas não têm graça em português.
- Mas quem é que entende as piadas em inglês? Estamos no Brasil, falamos português, minha querida.
Ela ficou um instantinho muda, com cara de poia e atacou novamente:
- Mas a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Pois é, mas também tem algumas coisas em português, achei uma agora, veja que bonitinha: "Minha mãe é rainha, eu sou princesa".
- Nós só damos prioridade ao inglês.
- Eu achei esta em português.
- Nós só trabalhamos com inglês.
- Não precisa repetir mais, minha filha, eu já entendi, parece disco arranhado. Esta camiseta é p/quatro anos Você acha que dá numa menina de 3?
- Não sei, depende da criança.
- Quando eu cheguei você disse que as de 4 davam nas crianças de 3, mas agora não dão mais. Não quer mais vender?
- Não quero mesmo, a senhora foi grossa comigo, não quero vender. Aqui só se fala inglês!
Olha, não chamei a polícia porque estava de bom humor, mas disse uma frase muito bonita e poética em português claríssimo à mocinha e saí da loja. Sondei por ali e soube que aquela coisinha estúpida é mera empregada; me informaram que a dona da butique não estava ali naquele momento. Ainda voltarei lá e hei de encontrar a dona da butique pra ter uma conversinha com ela. Ai, meu Santo Aldo Rebelo, valei-me!
Passei em frente à vitrine de uma loja chamada Rookie, no Icaraí Center, (ou nome parecido), um minishopping metido a besta na Moreira César (uma ruazinha besta de Icaraí que anda dizendo por aí que quer ser igual à Oscar Freire de SP, mas tem de comer muito pirão até chegar lá). Tinha um macaquinho de bebê vermelho com a frase "Estou de TPM" e um preto com uma frase mais ou menos assim: "Dane-se o leite, quero o meu whisky". Havia outras coisas na vitrine, mas as únicas roupas com algo escrito eram essas.
Entrei e comecei a mexer numa arara cheia de camisetas. A vendedora, antipaticíssima, veio me perguntar se eu estava procurando alguma coisa.
- Estou, sim. Você, por acaso, teria camisa pra criança de 3 anos com a frase da TPM?
- Não, só vieram macacões de bebê até 12 meses.
- Ah, que pena, achei muito bem-bolada.
- Mas temos muitas outras camisetas infantis. Para que tamanho a senhora quer?
- Para uma menina de 3 anos.
- 4 anos deve dar nela.
- Vou dar uma olhada.
Alguns segundos depois, enquanto eu continuava a passar os cabides,
- Praticamente tudo em inglês.
- É, a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Mas já vi algumas em português.
- É, mas a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Por quê?
- Porque as piadas não têm graça em português.
- Mas quem é que entende as piadas em inglês? Estamos no Brasil, falamos português, minha querida.
Ela ficou um instantinho muda, com cara de poia e atacou novamente:
- Mas a nossa marca dá prioridade ao inglês.
- Pois é, mas também tem algumas coisas em português, achei uma agora, veja que bonitinha: "Minha mãe é rainha, eu sou princesa".
- Nós só damos prioridade ao inglês.
- Eu achei esta em português.
- Nós só trabalhamos com inglês.
- Não precisa repetir mais, minha filha, eu já entendi, parece disco arranhado. Esta camiseta é p/quatro anos Você acha que dá numa menina de 3?
- Não sei, depende da criança.
- Quando eu cheguei você disse que as de 4 davam nas crianças de 3, mas agora não dão mais. Não quer mais vender?
- Não quero mesmo, a senhora foi grossa comigo, não quero vender. Aqui só se fala inglês!
Olha, não chamei a polícia porque estava de bom humor, mas disse uma frase muito bonita e poética em português claríssimo à mocinha e saí da loja. Sondei por ali e soube que aquela coisinha estúpida é mera empregada; me informaram que a dona da butique não estava ali naquele momento. Ainda voltarei lá e hei de encontrar a dona da butique pra ter uma conversinha com ela. Ai, meu Santo Aldo Rebelo, valei-me!
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Friday, September 07, 2007
Sunday, July 22, 2007
Crise de Autoridade
Tenho a impressão de que o país está vivendo uma crise de autoridade: as autoridades são tão boçais que ninguém as respeita mais. Em outras palavras: ninguém manda em ninguém nezte paiz. Ninguém respeita nem a Otoridade máxima, que é o presidente da república. Já faz quase um ano que ele implora quase de joelhos, mas ninguém atende aos pedidos dele e a aviação brasileira continua a escorrer pelo ralo. E ele continua se fazendo de cego, surdo e mudo.
Não há Otoridade que regule a ganância excessiva da iniciativa privada (é isso mesmo que ela é: é uma privada enorme, sem tamanho!). Criaram as "agências" fiscalizadoras como a Anatel, a Aneel etc. etc. etc. só pra inglês ver, pois elas só facilitam a vida das privatizadas e os cidadãos que se lasquem.
Os únicos direitos do cidadão hoje em dia são pagar impostos escorchantes ou deixar-se cair abaixo do nível da pobreza para viver de bolsa-esmola (ou arranjar um pistolão pra pagar o gás com a bolsa-esmola). Não há meio-termo.
Não há Otoridade que regule a ganância excessiva da iniciativa privada (é isso mesmo que ela é: é uma privada enorme, sem tamanho!). Criaram as "agências" fiscalizadoras como a Anatel, a Aneel etc. etc. etc. só pra inglês ver, pois elas só facilitam a vida das privatizadas e os cidadãos que se lasquem.
Os únicos direitos do cidadão hoje em dia são pagar impostos escorchantes ou deixar-se cair abaixo do nível da pobreza para viver de bolsa-esmola (ou arranjar um pistolão pra pagar o gás com a bolsa-esmola). Não há meio-termo.
Wednesday, June 13, 2007
Levantem-se do fofá
É interessante esse presidente.
A culpa da falta de turismo interno é da imprensa!
Bacana! A imprensa agora é a causa de todos os males.
Então a imprensa, segundo a vontade do nosso belo e pomposo presidente, tem de esconder do público o caos nos aeroportos e a falta de segurança nas cidades turísticas para que o povo possa se levantar do "fofá" e fazer turismo.
Já a ministra do turismo sexual recomenda que, quando tiverem de enfrentar filas nos aeroportos, os brasileiros relaxem e gozem.
O interessante é que a frase completa é "quando o estupro é inevitável, relaxe e goze". Sintomática.
A culpa da falta de turismo interno é da imprensa!
Bacana! A imprensa agora é a causa de todos os males.
Então a imprensa, segundo a vontade do nosso belo e pomposo presidente, tem de esconder do público o caos nos aeroportos e a falta de segurança nas cidades turísticas para que o povo possa se levantar do "fofá" e fazer turismo.
Já a ministra do turismo sexual recomenda que, quando tiverem de enfrentar filas nos aeroportos, os brasileiros relaxem e gozem.
O interessante é que a frase completa é "quando o estupro é inevitável, relaxe e goze". Sintomática.
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